domingo, 28 de junho de 2015

Dois anos de manias...

     Olá!

     Festa que é festa tem de ter o ar da sua graça... E uma vezes com, outras sem a tal graça, o certo é que o Cem Manias conseguiu estar no "ar" durante dois anos. Dois anos em que muita gente com pinta por aqui passou, e daqui levou, ou não, algumas das minhas manias. Dois anos em que conheci pessoalmente algumas de vós,  e outras que fui conhecendo através dos respectivos blogues ou das conversas que fomos trocando. Gente boa, digo eu! Porque sempre tive a sorte de me rodear de gente boa! As imagens que seguem são exclusivamente para agradecer a vossa presença constante por aqui, os vossos comentários, as vossas partilhas, os inúmeros emails simpáticos que fui recebendo e por aí vai...
E é por vós, ou melhor, para nós, que o Cem Manias vai continuar por aqui...





     Assertiva como sempre, a  minha amiga Evelyne adivinhou-me o gosto, e mandou fazer estas bolachas de gengibre especialmente para o Cem Manias. E para todas vós!




       A mesa foi delicadamente perfumada com o aroma da lavanda, e suavemente colorida com pratos em tonalidades pastel, numa tendência muito actual.






      
     Às bolachas de gengibre juntou-se o mel biológico de urze, de eucalipto, de rosmaninho e de flor de laranjeira...







     Para celebrar convosco os dois anos de Cem Manias, criei um ambiente campestre simples, mas  simultaneamente requintado. Os pratos de porcelana foram também oferecidos pela doce Evelyne.






     As "telas" que compoêm os ambiente do Cem Manias são maioritariamente da "autoria da Mãe Natureza", feitas essencialmente durante os fins de semana passados no campo, com verdadeiros luxos que não se vêm, sentem-se. Quem me conhece sabe que tenho a "mania" de desdobrar o tempo. Entre uma vida profissional absorvente, uma casa sempre cheia de gente, e crianças que exigem cuidados permanentes, ainda estico o tempo para esta espécie de terapia que é o Cem Manias! E a propósito do tempo, deixo-vos com um poema muito conhecido de Mário Quintana, poeta, tradutor e jornalista brasileiro,

"O TEMPO
A vida é o dever que nós trouxemos para fazer em casa.
Quando se vê, já são seis horas!
Quando de vê, já é sexta-feira!
Quando se vê, já é natal...
Quando se vê, já terminou o ano...
Quando se vê perdemos o amor da nossa vida.
Quando se vê passaram 50 anos!
Agora é tarde demais para ser reprovado...
Se me fosse dado um dia, outra oportunidade, eu nem olhava o relógio.
Seguiria sempre em frente e iria jogando pelo caminho a casca dourada e inútil das horas...
Seguraria o amor que está a minha frente e diria que eu o amo...
E tem mais: não deixe de fazer algo de que gosta devido à falta de tempo.
Não deixe de ter pessoas ao seu lado por puro medo de ser feliz.
A única falta que terá será a desse tempo que, infelizmente, nunca mais voltará."



Manuela.






segunda-feira, 22 de junho de 2015

Borboletas...

     Olá!

     No campo não faltam motivos para nos perdermos no tempo. À oferta de sossego e tranquilidade soma-se a de actividades bem prazerosas, como  observar as borboletas num dia ensolarado!  A este propósito, o meu filho mais novo, dizia-me o quão interessante é o processo de metamorfose das mesmas... "Mãe, a lagarta sai do ovo da borboleta. Depois de se alimentar e crescer, passa a outra fase, e aparece  a crisálida. E só depois é que a borboleta surge da crisálida! Sabias?" E constatou que aqui no campo, existem várias flores e plantas que parecem ter o poder de as atrair! As magnólias  e até  o alecrim e a cidreira, parecem exercer magia sobre as mesmas... Diz ele!

     Por ora, e pensando na nossa conversa lembrei-me de as trazer para a mesa, num chá que quase poderia ser temático, não fosse eu padecer do síndrome de "espécie de aversão a tudo que é decoração temática"....







    
     Uma proposta desempoeirada, com borboletas coloridas e uma vegetação exuberante que refresca estes dias mais quentes de Verão!


 



    
     E para todos quantos passam por aqui, desejo uma excelente semana! Para isso, planifiquem bem os vossos dias, porque o dia tem as mesmas horas para toda a gente...

     Manuela











segunda-feira, 8 de junho de 2015

Entardecer

     Olá!

     Ontem dei por mim a pensar que os finais de tarde de Domingo têm sempre algo de  paradoxal, num misto de quietude e desassossego,  assim numa espécie de calmia e  agitação pelo aproximar da segunda-feira e do regresso ao trabalho e às rotinas profissionais.
     Por isso há que esgotar o tempo que resta do final de semana para estar fora de portas, entre um café e dois dedos de conversa...E aproveitar cada um desses momentos como se fossem únicos.





      Lanternas prontas a evidenciar o final de tarde, até que a noite nos chame para dentro...




     Um beijinho especial para a Evelyne, que me enche de mimo! Desta vez, trouxe cá para casa as pequenas lanternas e a caixa que se vê nas imagens.





     E para lhe retribuir,  esta publicação tinha de ter algo a lembrar os ambientes parisienses de que ela tanto gosta!
  




     Um abraço, e uma excelente semana para todos!
 
     Manuela


quinta-feira, 4 de junho de 2015

Peonias...

      Olá!

     Gosto de casas bem-dispostas, onde apetece estar. A pensar nisso, todas as quintas-feiras tenho o hábito  de comprar flores à "minha" D. Elvira - já AQUI falei dela. É um hábito que já dura há muito tempo, e do qual não prescindo. O curioso é que nunca escolho as flores! Ela já conhece os meus gostos, sabe que não gosto de misturar flores, que não gosto daquelas flores cuja tonalidade é alterada através de químicos e que dão lugar a cravos e rosas azuis e por aí vai...
Desta feita, a minha D. Elvira, reserva-me sempre um enorme ramo, envolto e devidamente arrematado com papel de jornal. E isto é para ela e para mim quase "religioso"! Temos este delicioso compromisso entre as duas, uma cumplicidade assim em jeito de amizade... E o ramo é sempre tão bonito, que não preciso de fazer nada, basta colocar na jarra e a entrada da casa renova-se todas as quintas-feiras!

Querem  ver?





             O perfume suave das peonias!!






     Curiosamente, dizem que o significado destas flores é a sinceridade. Garanto-vos que este sentimento é um daqueles que a D. Elvira melhor sabe expressar! Por mim, digo sinceramente que não a troco por ninguém. Manias...





     A D. Elvira não é especializada em flores, não sabe o que significa a palavra design, nem sabe que o Thé Blanc é o melhor chá do mundo... Mas sabe sempre surpreender-me. Os seus ramos de flores têm sempre um efeito mágico e são uma aposta ganha. É descomplicada com a vida, despretensiosa na forma de agir, espontânea no jeito de falar, sem parcimônias, e sempre com a simplicidade que a caracteriza. É assim a D.Elvira...





     Continuação de uma boa semana!

     Manuela